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Inês N. Almeida

Inês N. Almeida

A Avenida de Roma é um Problema/ "Avenida de Roma" is a problem

Inês Nobre de Almeida, 27.03.25

20250317_114354.jpgNão tenho saudades de viver em Londres, no entanto, há coisas daquela cidade que me deixam saudades. Uma delas é, sem dúvida, o facto de haver um número infinito de livrarias por todo o lado: grandes empresas com lojas como a Waterstones ou a Foyles, mil livrarias mais pequenas independentes, as lojas de caridade com imensos produtos em segunda mão, incluindo livros. 

Cá em Portugal parece ainda não haver muito essa prática, em Albufeira onde vivo não me parece que haja algo do género (se alguém souber de alguma coisa que eu não sei, por favor, avisem). Na semana passada estive em Lisboa. Embora a maioria da minha família viva em ambas as margens do Tejo e vá lá acima com frequência, sempre fui turista em Lisboa. Nunca vivi na cidade, o que conheço é de passeios que vou fazendo quando lá vou e acabo muito por ir muito aos mesmos sítios. 

Da última vez, porém, fui a um sítio onde nunca tinha ido. Vi algures pelo Instagram uma publicação sobre uma livraria low-cost (a que está na ilustração da publicação de hoje), a "Re-read". Vende livros em segunda mão. Fiquei com curiosidade de lá ir.  Eles têm um preço fixo para os livros (um livro por 4 euros, dois por 7, três por 10). Trouxe o "Lugares Escuros" da Gillian Flynn e o "Revolutionary Road" do Richard Yates (quando ler já sabem que venho cá falar sobre eles). Os livros estavam quase novos e são dois que já estavam na minha lista para comprar há uns tempos. Fiquei feliz por encontrá-los. Vi outros livros que também gostava de trazer, mas quem vai de mala cheia não tem espaço para trazer mais. 

Quando saí da "Re-read" só queria passear. A livraria fica na zona da Avenida de Roma e já sei que quem mora em Lisboa ou quem conhecer a cidade melhor que eu e ler isto me vai dizer "como assim nunca tinhas ido para os lados da Avenida de Roma" e é verdade. Fui na semana passada e, meu Deus, a Avenida de Roma é uma tentação. Nos cem metros que se seguiram à "Re-read" existe outra livraria independente (não me lembro do nome), uma loja que vende livros antigos (também não me recordo do nome), uma FNAC, uma Bertrand. Meu Deus. Da próxima vez que estiver por Lisboa e quiser nem que seja só ir olhar para livros vou directa lá. E se for só mesmo para olhar, o mais seguro é deixar a carteira em casa. 

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I don't miss living in London but there is something about the city that I do miss: the fact that there are bookshops everywhere. There are the big company shops like Waterstones or Foyles, an infinite number of small independent shops, charity shops which sell secondhand books.

Here in Portugal there's not much in the way of secondhand shops, certainly not in Albufeira where I live (if anyone knows anything I don't, please let me know). Last week I was in Lisbon. Despite the fact the majority of my family lives in either side of the Tagus River and I go there often, I have always been a tourist in Lisbon. I have never lived there and what I know of the city is from wandering the city when I visit. Truth be told, I sort of always go to the same places.

Last time, though, I went to an area of Lisbon I hadn't been to before. I saw a post on Instagram about a low-cost bookshop (the one on the photo). It sells secondhand books. I was curious and wanted to go there. They have a fixed price for the books (4 euros for one, 7 for two, 10 for three). I bought "Dark Places" by Gillian Flynn and "Revolutionary Road" by Richard Yates. They looked practically new and I had wanted both of those books for ages. I was happy to have found them. I saw other books I'd like to buy, there's only so much I can bring back when I went to Lisbon with a full suitcase already.

As I left "Re-read", I wanted to go for a walk. The bookshop is around Avenida de Roma (Roma Avenue) and I know those who live in Lisbon or who know the city better will be like "what do you mean you had never been to that area?" but I really hadn't. I went last week and, my god, it's such a "dangerous" area. In the 100 metres after "Re-read" I saw another independent bookshop, a shop that sold old books (I don't remember the name of either), a FNAC, a Bertrand. My god. Next time I am in Lisbon and I want to look at books, I'll go straight there. Maybe without my wallet. 

 

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